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Notícias

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 A ASSOCIAÇÃO FAZENDO ACONTECER tem uma história ligada à mobilização social de artistas e pessoas ligadas à cultura, esporte, meio ambiente e acesso à informação em Itaboraí, e o apoio de gente que, mesmo sem viver a realidade da cidade, decidiu ajudar na mudança – incluindo alguns dos principais nomes do rock brasileiro, como Dado Villa-Lobos, Dinho Ouro Preto, Nando Reis, Marcelo Yuka, Toni Garrido e Toni Platão, só para citar alguns de seus padrinhos mais famosos.

Já no início da década de 90, artistas se reuniam na cidade para produzir eventos de conscientização sobre a AIDS e a preservação do meio ambiente. Depois de conhecer o exemplo da ONG de Nova York DO THE THINGS HAPPENS através de uma reportagem, o produtor cultural Sérgio Espírito Santo reuniu os amigos que sempre participavam desses eventos para institucionalizar o trabalho através da ONG Fazendo Acontecer.

A criação da Associação representou a oportunidade de viabilizar diversos projetos que, ao longo do tempo, não foram possíveis de se tornar realidade, dentro do âmbito da administração pública ou na própria iniciativa privada, geralmente pela falta de estrutura ou de recursos. Eventos que já eram realizados com a cara e a coragem e recursos dos próprios colaboradores ganharam mais estrutura com a chancela da ASSOCIAÇÃO FAZENDO ACONTECER – o Dia de Mundial de Luta Contra a AIDS, o Dia Mundial do Maio Ambiente e a Semana da Juventude, entre outros.

Paralelamente, foi possível a parceria com o governo federal no programa SEGUNDO TEMPO, que de tão bem sucedido teve o seu prazo estendido de 18 para 22 meses e 11 dias, com a participação de 75 profissionais, atendimento a 3 mil crianças e jovens em 30 núcleos espalhados pela cidade de Itaboraí. Com a ajuda de um parceiro privado, foram acrescidos ao programa aulas de educação ambiental e cidadania.

A transparência e seriedade da ASSOCIAÇÃO foram elogiadas pelo Ministério dos Esportes, em diversas correspondências, bem como o impacto social do projeto junto à comunidade carente do município. Agora, com o fim do convênio em setembro, a ASSOCIAÇÃO FAZENDO ACONTECER quer ampliar as ações de encaminhar jovens da cidade para o primeiro emprego, ações de reflorestamento das áreas de Mata Atlântica em Itaboraí e na captação de recursos para o documentário “Da Guanabara às Gerais”, que fala sobre a história do caminho dos tropeiros que ligava Itaboraí a Ouro Preto.

 A todos os envolvidos no projeto, a nossa gratidão eterna

 

Quem vê hoje o sucesso do trabalho realizado pela ASSOCIAÇÃO FAZENDO ACONTECER no programa SEGUNDO TEMPO – que levou prática desportiva a 30 núcleos e a 3.000 crianças em Itaboraí – não imagina o quanto foram fundamentais o esforço pessoal, a garra e a dedicação de cada um dos professores, monitores, assistentes sociais, agentes ambientais e coordenadores para que tudo desse certo. Não imagina as dificuldades que um município com grande extensão territorial pode trazer, os deslocamentos até bairros mais distantes, o trabalho em locais nem sempre adequados à prática desportiva, a luta diária para que nenhuma criança fosse mal atendida ou negligenciada.

Fazer acontecer, como preconiza o próprio nome da ASSOCIAÇÃO, exige dedicação absoluta não só ao projeto, mas a cada um dos atendidos e a sua família, porque o objetivo sempre foi modificar para melhor a realidade. Ao contrário do que muitos pensam, as ASSOCIAÇÕES são, em sua absoluta maioria, entidades sérias que surgiram para promover iniciativas em benefício da população mais necessitada, especialmente aonde os governos não chegavam, e não para se locupletarem deles. Portanto, trabalhar com seriedade e correção dentro do Terceiro Setor é motivo de orgulho.

Cada um dos profissionais envolvidos no SEGUNDO TEMPO em Itaboraí – que começou a ser trabalhado em 2006, pelo coordenador pedagógico geral Alexandre Arêas – é digno de aplausos e agradecimentos, porque tomou para si a missão de fazer da prática desportiva um vetor para a mudança social. A oportunidade de trabalhar com crianças que, muitas vezes, vivem em situações de risco social grave, não é apenas um item de currículo para o professor que integrou esta equipe – é uma lição para a vida toda.

Por tudo isso, a ASSOCIAÇÃO FAZENDO ACONTECER gostaria de dizer “Muito obrigado!” a vocês que fizeram desse projeto um verdadeiro sucesso. Nada disso teria sido possível sem a sua colaboração. Além disso, vale dizer que incluímos novo projeto junto ao programa PETROBRÁS – ESPORTE E CIDADANIA, cumprindo todos os pré-requisitos, e estamos lutando para que este seja aprovado e que, assim, tenhamos novamente a oportunidade de trabalhar com esta equipe de vencedores.

Sigam em frente, fazendo acontecer, sempre!

 

COORDENAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO FAZENDO ACONTECER

e todos que acreditam e sempre alcançam

A ONG Fazendo Acontecer, é um ponto de arrecadação de donativos p/ os desabrigados:
Endereço: Rua Raimundo de Farias, n° 137 - sala 212 – Centro – Itaboraí – RJ | Telefone: 2635-3395
Mais locais de arrecadação:
Todos os Batalhões de PM do Rio de Janeiro e da Policia Rodoviária Federal.

Obrigado a todos!

Fernando Queiroz
Presidente da ONG Fazendo Acontecer

Saulo Aguiar Florentino Matos

Vice Presidente ONG Fazendo Acontecer

O YouTube bloqueou o vídeo de uma campanha publicitária de prevenção à Aids que mostra um homem caracterizado como o ditador nazista Adolf Hitler fazendo sexo.

"O vídeo foi retirado por atentar contra o regulamento" do site, informou o Youtube pelo Facebook. 

 

AFP/AFP

Anúncio de campanha anti-Aids com Hitler. (Foto: AFP)

A polêmica campanha da ONG Regenbogen já tinha sido criticada pela Associação Alemã de Ajuda contra a Aids (DAH), por supostamente insultar todas as vítimas do nazismo, estigmatizar as vítimas e prejudicar o combate à Aids.

A iniciativa da Regenbogen, que utiliza fotomontagens dos ditadores Adolf Hitler, Josef Stálin e Saddam Hussein, busca alertar a população para os riscos da doença.

Dentro de sua estratégia para promover a campanha, a ONG distribuiu uma série de cartazes em que os ditadores aparecem fazendo sexo e também produziu o polêmico vídeo com o dublê de Hitler.

"No mundo, morreram mais de 28 milhões de pessoas. E a cada dia surgem 5.000 novas vítimas. Com isso, A aids é um dos maiores assassinos de massas que já existiram até hoje", disse a Regenbogen em defesa de sua ação.

O objetivo, segundo a agência que produziu o anúncio, era "sacudir" o público antes da Jornada Mundial contra a Aids, marcada para 1º de dezembro e chamar a atenção contra o sexo sem proteção.

O clipe de 30 segundos mostra um casal tendo relações sexuais em um quarto à meia luz, imitando o estilo de um filme pornô light.

No último plano, revela-se que o homem tem os traços de Adolf Hitler. Ele olha fixamente para a câmera, e aparece a mensagem: "A Aids é uma assassina em massa. Proteja-se". 

"Nos questionamos que rosto poderíamos dar ao vírus, e certamente ele não podia ser bonito", justificou Dirl Silz, diretor de criação da campanha.

"A campanha foi planejada para sacudir as pessoas, para colocar o tema Aids e, primeiro plano e para inverter a tendência de ter relações sexuais sem proteção", explicou a agência.

FONTE: GLOBO.COM

No dia vinte e dois de abril de 2009 a Associação Fazendo Acontecer deu mais um grande passo em sua história de sete anos, lutando por projetos para a nossa cidade e realizando eventos de conscientização da população itaboraiense, desde eventos como Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, Dia Mundial do Meio Ambiente, Consciência Negra entre diversos outros projetos.

A Câmara Municipal de Itaboraí concedeu o titulo de utilidade pública a Associação. Lei Promulgada pelo prefeito Sérgio Soares.

 

 "CÂMARA MUNICIPAL DE ITABORAÍ – ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Concede título de Utilidade Pública a ONG – Associação Fazendo Acontecer

 O Prefeito do município de Itaboraí, faz saber que a Câmara Municipal de Itaboraí aprovou e, eu, promulgo a seguinte

 LEI:

                Art.1º - Fica concedido o TITULO DE UTILIDADE PÚBLICA A ONG -  Associação Fazendo Acontecer, situada na Avenidade 22 de Maio, nº 5.840, sala 104 – Centro, Nesta cidade de Itaboraí, RJ.

                Art.2º - Esta Lei de iniciativa do vereador Lucas Borges, entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

 

 

Itaboraí, 22 de Abril de 2009

PUBLICADO

EM 09 DE MAIO DE 2009

NO ESTADO EM NOTÍCIAS, ED.189"

Enviado por: Saulo Matos - 02/06/09 @ 11:26AM

Até o início de 2008 não tínhamos plano de mudanças climáticas, nem metas de redução de emissões de dióxido de carbono (CO2), nem Fundo Amazônia.

 O Brasil foi duramente criticado nos fóruns internacionais, apesar de termos uma matriz energética fundada na hidroeletricidade e sermos vanguarda no etanol e nos biocombustíveis, que emitem menos carbono. Agora temos plano, metas e Fundo Amazônia, e no encontro da ONU em Poznam, na Polônia, em dezembro de 2008, o Brasil foi elogiado por Al Gore, pelo protagonismo.

 Uma das metas do plano assinado pelo presidente Lula em dezembro, cortar em 70% o desmatamento da Amazônia até 2017, reduzirá as emissões em 4,6 bilhões de toneladas de CO2, mais do que o compromisso total assumido em Kioto pelos países desenvolvidos.

 Isso é insuficiente; temos de ampliar as metas de redução para os setores da economia e de redução do desmatamento para os demais biomas.

 Até o início de 2008 monitorávamos só a Amazônia; sem série histórica não havia como traçar metas para o cerrado, a caatinga, a Mata Atlântica, o pantanal e o pampa. Na atualização do plano, em maio de 2010, definiremos a diminuição do desmatamento em todos, inclusive de ampliação da Mata Atlântica. Precisamos aprovar planos estaduais de mudanças climáticas; os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro estão avançados. Temos de concluir nosso segundo inventário de emissões, pois o atual tem por base dados de 1994, defasados.

 Com o Ministério de Ciência e Tecnologia e o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, lançamos nossa versão do IPCC - o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas -, que contará com 300 cientistas e elaborará estudos de vulnerabilidades regionais às mudanças climáticas, cenários e projetos de mitigação e de adaptação; o Nordeste perderá mais de um terço de sua economia, se a temperatura do Planeta se elevar em dois graus centígrados até o final do século. No Rio de Janeiro, trabalhamos com adaptação na Baixada Fluminense. O programa de recuperação dos rios Iguaçu, Sarapuí e Botas beneficiará 3 milhões de pessoas que vivem em suas margens, e com as enchentes perdem muito, até as vidas; e isto antes de uma previsível elevação do nível do mar em algumas décadas. O programa (da UFRJ, atualizado pela secretária estadual do Ambiente - Marilene Ramos), recebeu 220 milhões de recursos federais e estaduais; as famílias que ocupam as margens serão relocadas, em casas dignas, os rios dragados, suas margens reflorestadas e construídas ciclovias e estradas em taludes, em nível mais alto, para funcionarem como diques face à elevação do nível do mar. Este é um exemplo de prevenção para efeitos inevitáveis das mudanças do clima.

 O plano deve ser fiscalizado pela sociedade e os programas nacionais devem seguir suas diretrizes. O programa de troca de 10 milhões de geladeiras eliminará o gás CFC, que destrói a camada de ozônio e é um forte agente do efeito estufa: é uma medida anticíclica verde. O PAC da Habitação colocará placas de aquecimento solar em um milhão de casas, reduzindo a emissão de 820 mil toneladas de CO2; medidas recentes obrigam as térmicas a óleo e a carvão a mitigarem suas emissões, plantando milhões de árvores; outras garantirão a retomada das hidroelétricas (que geram energia renovável) e o impulso à energia eólica, em que estamos atrasados. Com secretários de energia de 18 estados lançamos a base da Carta dos Ventos, que será apresentada em junho.

 O desmatamento da Amazônia, em 11 meses, foi 45% menor do que nos mesmos meses anteriores. Fazendo nossa parte, temos mais moral para cobrarmos dos países desenvolvidos, os grandes responsáveis pela crise climática, que façam a sua. Nos fóruns internacionais em Bonn, em Nairobi e em Siracusa, exigimos que os países ricos reduzam suas emissões em 45% do nível de 1990 até 2022; o Brasil defende que a temperatura do planeta não possa ultrapassar 0,2 grau por década, caso em que as reduções deverão ser incrementadas.

 Cada cidadão deve contribuir, economizando energia, plantando árvores, reciclando lixo e regulando o motor de seus carros. O planeta está sendo destruído, devido à ganância, ao produtivismo, ao desperdício e à irresponsabilidade.

 Devemos agir de forma solidária, planejada e global, antes que o derretimento das geleiras inunde cidades e países, destruindo as espécies que sobreviveram às práticas predatórias.

 CARLOS MINC é ministro do Meio Ambiente.

Fonte: O Globo

        Pela primeira vez na região metropolitana do Rio de Janeiro, a Casa de Cultura Heloísa Alberto Torres em Itaboraí realizará no dia vinte e dois de maio de 2009 a partir das 12h, o lançamento do Circuito Tela Verde, contando com a presença do Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc.

Este projeto é fruto de uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Ministério da Cultura (MinC), objetivando estimular atividades de educação ambiental por meio da linguagem audiovisual.
Com a notícia da implantação do COMPERJ no município de Itaboraí, a população ficou muito voltada para a criação de oportunidades e geração de emprego e cursos de capacitação, e deixando uma venda nos olhos para os possíveis impactos sociais e principalmente ambientais que um tipo de empreendimento deste porte pode trazer para a região, através dos filmes do circuito, mostraremos os riscos que corremos, tomando como exemplo problemas ocorridos em outros municípios com instalações semelhantes.
Os vídeos foram realizados pela Abaeté Estudos Socioambientais, entre 2007 e 2008, utilizando a linguagem de cinema e ferramentas da antropologia, para a elaboração de diagnósticos socioambientais. Foram realizadas oficinas participativas de cinema ambiental em 10 municípios, onde cerca de 175 alunos produziram 30 curtas, os quais traduzem os diferentes olhares sobre os impactos socioambientais da indústria do petróleo na região.
Enviado por: Saulo Matos - 04/05/09 @ 10:23AM

A Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa fez uma vistoria, semana retrasada, no terreno onde deve ser instalado o Aterro de Itaboraí - e que vai receber o lixo de 11 cidades, entre elas São Gonçalo, Niterói, Maricá, Tanguá, Rio Bonito e Magé. O aterro será instalado a apenas seis quilômetros do Centro da cidade.

O deputado Altineu Cortes, que participou da vistoria, soltou o verbo em plenário. Disse que o terreno teria sido comprado pelo empresário que fazia a coleta de lixo na administração passada, a do prefeito Cosme Salles (PT). O empresário seria sócio de um vereador, que, depois, votou, na Câmara, uma mudança na lei, liberando a área para tal finalidade. Segundo Altineu, a mudança foi votada no dia 26 de dezembro e sancionada pelo prefeito... no dia seguinte! Ou seja, quatro dias antes de o moço deixar a prefeitura. "Isso é corrupção, é informação privilegiada", esbravejou.

- O deputado encaminhou ocaso ao Ministério Público

Como não podia deixar de ser, começaram as críticas pesadas à terrível medida provisória do governo que acabou com a exigência de licença ambiental prévia para obras em rodovias federais, inclusive na Amazônia. Evidentemente, é uma medida que reforça a pressão do desmatamento na Amazônia.

A ex-ministra Marina Silva (PT-AC) criticou abertamente a medida do governo de seu partido, e lamentou que a mudança tenha sido proposta por um deputado petista, José Guimarães (CE). De quebra, ainda acusou a base do governo de participar de um movimento de desmonte da legislação ambiental brasileira.

"Essa emenda vai prejudicar drasticamente a Amazônia. Estão fazendo política de terra arrasada com a legislação ambiental. Imagina o que vai acontecer quando forem discutir as mudanças no Código Florestal", alertou. "Essa emenda tem endereço certo: a BR-319. É para atender à pressão pela abertura da estrada, que não pode ser licenciada a qualquer preço".

O Greenpeace acaba de divulgar um enorme texto condenando a aprovação da medida provisória. Leia-o abaixo:

Brasília (DF), 15 de abril de 2009 – Em um ato de inaceitável oportunismo político, o plenário da Câmara aprovou ontem emenda proposta pelo deputado petista José Guimarães (CE) que dispensa de licença ambiental prévia as obras em rodovias brasileiras. A medida, que serve para acelerar as obras do PAC, foi incluída na Medida Provisória (MP) 425/2008, que tinha como propósito autorizar o governo federal a usar títulos da dívida pública para injetar recursos no Fundo Soberano do Brasil (FSB). O deputado José Guimarães é também o relator da matéria.

A medida fixa um prazo máximo de 60 dias para que a autoridade ambiental, como o Ibama, emita o licenciamento ambiental. Ao final desse prazo, a licença será automática. A emenda altera a Política Nacional do Meio Ambiente (Lei No 6.938, 81), reduzindo as medidas que garantem a devida análise dos impactos ambientais e a definição de medidas mitigadoras e compensatórias em obras de infra-estrutura como essas.

“O deputado José Guimarães é o mesmo que teve um assessor flagrado com dólares escondidos na cueca. Agora, ele usa o mesmo artifício para enfiar, em uma MP de caráter econômico, um corpo estranho que acaba com a exigência de licenciamento ambiental prévio nas obras de infra-estrutura. Hoje é uma estrada. Amanhã será uma hidroelétrica?”, questiona Paulo Adário, diretor da campanha da Amazônia do Greenpeace. “Pior: ao conceder automaticamente a licença depois do prazo máximo, o governo resgata um artifício usado durante a ditadura militar para legitimar seus interesses escusos – com o agravante de que a medida passa a valer pra todo mundo”.

Diversos estudos apontam que 75% do desmatamento ocorrem ao longo de estradas pavimentadas da região. Em muitos casos, como na rodovia BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA), somente o anúncio do asfaltamento no restante da estrada estimulou enorme migração de fazendeiros e madeireiros, o que resultou em altas taxas de desmatamento e modificação drástica da paisagem.

Até o fim de 2010, o PAC prevê a modernização, a pavimentação e a duplicação de quase duas dezenas de estradas, ao custo de mais de R$ 8 bilhões em investimentos públicos e privados. Entre as rodovias beneficiadas está a BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO), cujo asfaltamento é defendido com unhas e dentes pelo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, com o objetivo de pavimentar sua candidatura ao governo do estado do Amazonas em 2010.

Durante a votação, poucos deputados preocupados com os impactos ambientais dessa medida tentaram excluir da MP 425/2008 a dispensa do licenciamento, mas sem sucesso. Governistas derrubaram os dois destaques sobre o licenciamento. Ficou para esta quarta a votação de um último destaque sem relação com esses itens. Após concluída a votação, a MP 452 vai para o Senado.

Se aprovada pelo Senado, a emenda do deputado José Guimarães pode causar danos sem precedentes ao meio ambiente, em particular à Amazônia e o clima global. O Brasil é o quarto maior emissor mundial de gases do efeito estufa por causa da destruição da Amazônia. Zerar o desmatamento é a principal contribuição do país na luta contra as mudanças climáticas.

No entanto, iniciativas como a emenda do deputado José Guimarães, somada a outras em tramitação no Congresso – como o Floresta Zero, a MP da Grilagem e o lobby pelas alterações do Código Florestal – colocam em cheque as metas de redução de desmatamento assumidas internacionalmente pelo governo brasileiro no Plano Nacional de Mudanças Climáticas.

“A campanha eleitoral, antecipada pelo presidente Lula para eleger a chefe da Casa Civil como sua sucessora, virou um trator que derruba tudo pela frente. A política ambiental está sendo sacrificada deliberadamente no altar da sucessão presidencial. E que a ministra Dilma não tenha dúvidas: o PAC, que poderia perfeitamente ser rebatizado de Plano de Aceleração da Catástrofe, vai abrir uma cicatriz irreparável na política ambiental brasileira e na imagem do país no exterior. E, desta vez, não haverá plástica que dê jeito”, disse Adário.

Enviado por: Saulo Matos - 25/03/09 @ 11:55AM

A Hora do Planeta é um ato simbólico no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a demonstrar sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas. Em 2009, a Hora do Planeta será realizada no dia 28 de março, às 20h30, e pretende contar com a adesão de mais de mil cidades e 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. No Brasil, o Rio de Janeiro foi escolhido para sediar o lançamento do evento no país.

O evento foi realizado pela primeira vez em Sidney, em 2007, com a participação de 2,2 milhões de pessoas. Já em 2008 foram 35 países e 400 cidades que ingressaram no projeto e simultaneamente apagaram-se as luzes do Coliseu em Roma, da ponte Golden Gate em São Francisco, da Opera House em Sidney, entre tantos ícones globais.

Participe! É simples. Apague as luzes da sua sala.

O WWF-Brasil é uma organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Veja mais em: www.wwf.org.br
 

http://www.youtube.com/watch?v=aeYugbX8YDU&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Eearthhour%2Eorg%2Fabout%2Fbr%3Apt%2DBR&feature=player_embedded

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